quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O2 BIKE FIT - Apoiando o Esporte Nacional!!!

      Sempre ví nos meios de comunicação os atletas comentarem sobre a falta de patrocínio e de como era difícil se manter no esporte. Hoje, com o meu Studio, ví que poderia ajudar alguém e é o que está acontecendo agora com essa parceria junto a Bruna Rafaela de Moura, uma grande atleta Brasileira.
Espero que cada vez mais as empresas busquem ajudar os atletas de alguma forma. Eu estou fazendo minha parte.... é pouco, mas já é alguma coisa.
Abaixo, vocês vão ler o relato extraído do blog da Bruna:


Bruna Moura contará com o apoio de O2 Studio Bike Fit na Temporada 2012.

A atleta da categoria Júnior fecha parceria importante com Rafael Vicentini, responsável pelo O2 Studio Bike Fit.
Neste ano de 2012, Bruna Moura terá a oportunidade de adaptar seu equipamento de competição à suas medidas, o que lhe permitirá ter um grande desempenho em provas. O apoio da O2 Studio Bike Fit lhe proporcionará duas avaliações de Bike Fit durante a Temporada.

“Estou muito confiante para esta temporada! Neste, que será meu último ano na categoria Júnior, pretendo colocar em prática toda a experiência adquirida em 2011. Acredito que este apoio da O2 Studio, com duas avaliações de Bike Fit durante a Temporada 2012 irá me ajudar muito nos resultados, pois sei a importância de uma boa postura na bike durante uma competição, e até mesmo um treinamento.” Relata a jovem atleta.
No ano de 2011, Bruna Moura conquistou grandes resultados. Se tornou Bicampeã Brasileira de mtb xco, campeã da Copa Centauro, Campeã do 17° Trip Trail de Paraibuna, Vice-campeã do Campeonato Interestadual de mtb, além de conquistar a 8° Colocação no Campeonato Panamericano de mtb, na Colômbia e a 7° e 6° Colocação respectivamente nas etapas da Copa do Mundo de Mont Sainte-Anne - Canadá e em Windham – EUA.
"Tenho grandes objetivos para esta Temporada. O principal deles é conquistar o pódio em provas internacionais, e, também, o Tricampeonato Brasileiro. Estou bastante focada e treinando muito para isto! Agora, com essas avaliações, proporcionadas pelo Rafael Vicentini, posso dizer que estarei bem mais preparada para alcançá-los.”
A primeira avaliação será realizada no mês de fevereiro.

“Agradeço a oportunidade de parceria e a confiança que Rafael Vicentini – O2 Bike Fit Studio está depositando em mim!” Conclui.
O O2 Bike Fit Studio está localizado em Amparo-SP. Telefone para contato (19)38086495, email: o2studiosaude@gmail.com.

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O2 BIKE FIT - Faz Toda a Diferença!!!
Contato: |19|3808.6495
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

IMPACTO FEMOROACETABULAR

     Primeiro artigo do ano!!! Hoje falaremos sobre mais uma lesão que ocorre com os ciclistas. Não é uma lesão tão comum porém se não tratada a tempo pode levar a um quadro incapacitante na prática do esporte. A lesão que abordo hoje é o Impacto Femoroacetabular (IFA).

     O quadril é a articulação que une os ossos da bacia e o fêmur, sendo mais conhecida como articulação coxo-femoral. As doenças que mais acomentem o quadril são a artrose, fraturas, síndrome do piriforme, tumores e também o IFA.

     O IFA é uma das causas de dor no quadril dos atletas e também um fator para o início precoce da osteoartrose no mesmo. O problema é diagnosticado quando se observa anormalidades ósseas no acetábulo ou na região da cabeça do fêmur.

     Existem dois tipos de impacto: CAM e PINCER.

CAM
     Se dá quando existe uma anormalidade na cabeça femoral e a mesma entra em contato com um acetábulo normal, geralmente durante a flexão e rotação interna do quadril.

PINCER
     Se dá quando a cabeça femoral entra em contato com um acetábulo retrovertido, fundo ou com anormalidade óssea.

     Sabe-se que as lesões condrais resultantes de um impacto PINCER são geralmente menos severas que um impacto CAM.

Queixa dos atletas
     A reclamação mais comum dos atletas que apresentam IFA é a dor anterior na virilha que aumenta com a flexão do quadril. Outras reclamações como dificuldade no momento de colocar os sapatos e meias, quando ficam muito tempo sentados e dificuldade para entrar e sair do carro também são observadas.
     No exame clínico a dor aguda na região da virilha é provocada quando o quadril é colocado a 90° de flexão e rodado internamente.
     A história completa, análise de marcha, força muscular e a amplitude de movimento devem ser avaliadas em todos os atletas.
Geralmente os exames solicitados são o Raio-x, a Ressonância Magnética e a Artroressonância magnética.

Na imagem acima podemos observar: (A)Radiografia frontal do Quadril; (B) em amarelo observa-se o ângulo acetabular e em vermelho o ângulo da diáfise do colo do fêmur; (C) em um quadril normal a linha do fundo do acetábulo, em preto, não ultrapassa medialmente a linha isquial, em vermelho; (D) no caso do acetábulo ser mais profundo (linha preta pontilhada)a linha do acetábulo ultrapassa a linha isquial; (E)no quadril normal a linha amarela (desenhado sobre a borda acetabular anterior) é medialmente projetada em relação a linha vermelha (borda posterior); (F) na retroversão acetabular há um intersecção entre as linhas, conhecido como "sinal do 8"; (G) em vermelho observa-se a junção do colo do femur e cabeça femoral de aspecto normal; (H) em vermelho observa-se a perda da concavidade habitual da junção do colo do fêmur e cabeça femoral, sendo um achado nos casos de Impacto tipo CAM.

Tratamento Cirúrgico
     Nos artigos pesquisados pouco se fala do tratamento conservador dessa patologia. Os resultados com fisioterapia não são tão eficazes quanto as cirurgias por se tratar de problemas ósseos e cartilagíneos.
      Existem dois tipos de cirurgias para o IFA: a Luxação Cirúrgica que consiste numa incisão para mostrar as estruturas danificadas e corrigir os eventuas problemas encontratos; e a Artroscopia sendo muito menos invasiva, porém, é uma técnica relativamento nova.

Reabilitação Pós Cirurgia
     Logo após a cirurgia o paciente já deverá iniciar os trabalhos de fisioterapia. O paciente é estimulado a trabalhar a amplitude de movimento para evitar adesões teciduais. Descarga de peso parcial no início e após 6 semanas descarga de peso total é permitida podendo ser extendido para 8 semanas. Não é permitida a abdução do quadril no início do tratamento como forma de proteção da articulação do quadril. Nos dois primeiros meses não é interessante  a realização de atividades com impacto para proteger o colo do fêmur.
Geralmente a reabilitação dura em torno de 3 a 6 meses.

Um artigo da British Journal of Hospital Medicine de 2009, mostra os resultados publicados sobre a cirurgia aberta do impacto femoroacetabular:

Beck et al (2004) - 19 quadris; 70% de resultados bons/excelente
Murphy et al (2004) - 23 quadris; 65% retornaram ao esporte
Bizzini et al (2007) - 4 quadris; 100% retornou ao esporte
Beaulé et al (2007) - 37 quadris; 82% de resultados bons/excelente
Espinosa et al (2006) - 35 quadris; 94% de resultados bons/excelentes.

É isso aí. Acho que deu pra ter uma idéia da lesão por Impacto Femoroacetabular. Qualquer dúvida é só entrar em contato pelo e-mail o2studiosaude@gmail.com

Espero ter ajudado a tirar as dúvidas sobre esse problema. Não deixem de mandar seus comentários e dicas de novos artigos.

Um grande abraço a todos!

O2 BIKE FIT - Faz Toda a Diferença!!!
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

LOMBALGIAS NO CICLISMO

Para concluir o ano de 2011 vamos falar um pouco de uma das maiores queixas de quem anda de bike: a dor lombar.
Antes de começar, gostaria de agradecer a todos os clientes, amigos e família que me apoiaram na criação desse blog. Obrigado também pela confiança em meu trabalho. Saibam que estou sempre atrás de novidades e de melhorias para o Studio. Isso tudo para você ciclista.

Em 2012 tem novidades no O2 BIKE FIT STUDIO, aguardem!!!!



Você já saiu feliz da vida em um sábado a tarde com o seu grupo de pedal e chegou ao final do passeio carregando um caminhão nas costas? É... quem já não sofreu ou sofre com esse problema? Muitas vezez pode custar até em deixar a bike de lado e tentar um outro esporte, ou até mesmo parar de vez.

Não não não... Que pecado. Não desista assim tão fácil de sua bike nem de sua saúde. Leia esse artigo e entenda um pouco do que está acontecendo com você e com a sua lombar.


A dor lombar é um sintoma muito comum na população em geral, cerca de 60 a 90% da população já tiveram pelo menos um episódio de dor lombar no decorrer de sua vida.

Entre os fatores que podem levar ao acomentimento da lombalgia estão o desequilíbrio de forças entre os grupos musculares flexores e extensores do tronco, tronco flexionado por muito tempo, má posicionamento na bicicleta,diminuição da flexibilidade dos grupos musculares do tronco e membros inferiores, fadiga muscular, intervalo insuficiente entre um treino e outro, diminuição da estabilidade central (CORE), atrofia e perda da co-contração dos músculos multífidos e transverso do abdomen.

Muitos estudos foram realizados relacionando a dor lombar e a prática do ciclismo. Usabiaga et al relata que as dores lombares tem sido atribuídas as contrações secundárias ao esforço nos treinos e em competições de longas distâncias tanto para atletas profissionais como amadores e que essas dores raramente são acompanhadas por sintomas de compressão nervosa. A inversão do ângulo da lordose fisiológica pressiona o complexo ligamentar posterior da vértebra, podendo causar lombalgias.

Brier em um estudo com ciclistas relata que parece haver evidências clínicas entre dores lombares e a inflexibilidade da região lombo-pélvica. Nesse mesmo estudo foi observado que todos os participantes que apresentavam contratura do músculo Iliopsoas possuiam sinais de degeneração no disco vertebral.

O tratamento da lombalgia se não feito procurando a causa da dor, com certeza vai ser aquele tipo de lesão que melhora, aí passa um tempo e a dor volta tudo de novo e assim vai. Uma avaliação física específica é importantíssimo para sabermos de onde está vindo essa dor e aí sim tratarmos do problema. Podemos usar do repouso, exercícios de alongamento e fortalecimento para balancear os músculos anteriores e posteriores da região pélvica e do tronco, correções biomecânicas e melhora na posição do ciclista na sua bike.

Não deixe de procurar um profissional especializado para o seu problema. Quanto antes resolvido melhor pra você!

Não deixe de fazer o seu Bike Fit. Ele é muito importante para que você continue a amar o ciclismo!!!!

Espero ter ajudado quem estava com dúvidas a respeito da lesão acima. Fiquem a vontade para perguntar mais ou para indicar um novo tema pelo e-mail o2studiosaude@gmail.com


Um 2012 cheio de alegrias e realizações a todos vocês!!!!!!


AGENDE JÁ O SEU BIKE FIT, ligue para (19)3808.6495.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

BIKE FIT = CIÊNCIA!!

           Numa conversa com Claudia Franco (Ciclofemini) sobre um novo artigo surgiu o assunto sobre Bike Fits realizados de qualquer forma, sem uma formação do Fitter e sem a estrutura necessária para se realizar uma boa avaliação e o quanto isso trás de problemas para o ciclista.
     Para explicar melhor esse assunto vamos pensar da seguinte forma: A evolução tecnológica é evidente em todo o mundo.
   Muitos historiadores consideram os desenhos de Leonardo Da Vinci, um sistema de transmissão de correntes, um dos primórdios da bicicleta. Já em meados de 1816 surgiu o primeiro guidão. Em 1855 o francês Ernest Michaux inventou o pedal e só em 1875 nasceu a primeira fábrica de bicicletas. Já hoje em dia temos bicicletas feitas de carbono, com ótimos sistemas de transmissão e muito mais.
     E a medicina? Também evoluiu claro. Alguém aí conhece um tal de Lance Armstrong? O que dizer de tudo o que ele passou? Como seria travar uma batalha contra o câncer há 30 anos e como é o tratamento hoje? Esse cara voltou ao esporte de elite e foi campeão várias e várias vezes.
     Ficaria horas aqui falando de como as coisas melhoraram, mas acho que já deu pra entender um pouco onde quero chegar: um Bike Fit bem feito!!!

     Antes de começar a trabalhar como Fitter e montar o O2 Bike Fit Studio pesquisei muito sobre o assunto. Inicialmente na internet onde é muito fácil encontrar de tudo. Coisas boas e coisas não tão boas assim!!! Também fui até algumas lojas de bicicleta que ofereciam o serviço. Ao visitar certas lojas e sites com dicas para realizar o próprio bike fit, muito se falava de fórmulas prontas e análises estáticas do ciclista. Como um questionador, busquei saber o que eram essas fórmulas e de onde eram tirados todos aqueles números e percebi que não existia uma resposta concreta a respeito.  Até porque cada ciclista tem o seu biotipo, a sua técnica de pedalar a sua flexibilidade. Percebi também que pouco se falava em ciência, artigos científicos a respeito de posicionamento correto.
     Sou fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Esportiva e Fitter certificado, e como tal sempre gostei de biomecânica. O Fitter precisa não só saber, gostar ou andar de bicicleta a muito tempo, o fitter precisa saber, e muito, sobre o funcionamento do corpo humano e também da bicicleta, Precisa estudar muita biomecânica, fisiologia e ao mesmo tempo não pode deixar de ter uma sensibilidade aguçada sobre o bom posicionamento, tudo isso, claro, baseado em evidências científicas e não em achismos! 
     No Brasil o curso de certificação é dado pelo Marcelo Rocha o maior especialista em Bike Fit da América Latina. É um curso voltado para profissionais da saúde, com muita base teórica e também não deixando de lado a boa e velha prática.
     Em um bom Bike Fit não basta só olhar para a bicicleta. Temos que olhar também para o ciclista pois esse, quando sobre a bike, se tornam um só, e muitas vezes, olhando só para a bike, esquecemos de que o corpo também nos mostra muita coisa, como diferença no tamanho de membros, vícios de postura, entre outros, que muitas vezes não se consegue melhorar só arrumando a bicicleta. É preciso observar que esse atleta muitas vezes já está com deficiencias instaladas e precisa de profissionais capacitados para melhorar essa deficiência. As vezes uma fraqueza muscular, muito bem trabalhada por um Educador Físico, as vezes uma dor lombar, má postura ou diferença de membros, muito bem trabalhados por um Fisioterapeuta.
      Semana passada mesmo, em um programa que passa em rede nacional, o assunto foi bicicleta e como se posicionar na bike. Qual não foi minha surpresa quando as dicas dadas no programa eram essas tais fórmulas, tamanho de antebraço, banco no nível da crista ilíaca!!! Muita coisa ultrapassada foi passada a todos.
     Um Bike Fit bem feito é muito mais do que uma fórmula, muito mais do que uma foto ou uma medida de ângulo do joelho com o ciclista estático em cima de sua bike ou  deixar o banco na altura da crista ilíaca + 3 dedos (assim mesmo que foi passado no programa, pode????). É ciência. É preciso avaliar minuciosamente o ciclista, tanto fora como em sua bike, em movimento, é claro!
     Por isso. Tome muito cuidado quando for fazer o seu Bike Fit. Procure um profissional habilitado. Não deixe que qualquer um cuide da sua bike e de você. Você não vai querer perder seus dias de treino, a prova que você se preparou por um longo período ou até mesmo aquele passeio de final de semana com os amigos pelas trilhas maravilhosas desse nosso Brasil por estar com uma dor no joelho ou na lombar, um formigamento nas mãos ou uma queimação entre as escápulas, vai?



AGENDE JÁ O SEU BIKE FIT, ligue para (19)3808.6495.
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