terça-feira, 18 de setembro de 2012

POWER 3 ESPORTES E O2 BIKE FIT STUDIO - A PARCERIA


Bom dia galera do pedal, como estão vocês!?!?
Hoje o O2 BIKE FIT STUDIO tem uma ótima novidade para todos os clientes!!!!

É com imenso prazer que o O2 BIKE FIT STUDIO apresenta sua mais nova parceria:

 

POWER 3 ESPORTES + O2 BIKE FIT STUDIO

A POWER3 ESPORTES é a importadora e distribuidora oficial de produtos de alto rendimento para ciclismo, triathlon e esportes em geral como as marcas KESTREL, BREEZER, ISM ADAMO, XLAB USA e CW-X Performance Clothing, e nessa primeira parceria com o O2 BIKE FIT STUDIO, disponibilizaremos para teste os SELINS ISM ADAMO RACING e PEAK!!!




A Tecnologia dos Selins ADAMO

Em 2004 o Dr. Frank Sommer, da Universidade de Colônia., expert na área de oclusão arterial resultante de selins de bicicleta, testou os selins em seu laboratório.

O teste consistia em 15 minutos de pedal sobre o selim, porém, o teste foi descontinuado aos 12 minutos. Por quê? Simplesmente porque o fluxo sanguíneo manteve-se em 100% durante todo o teste, o que é raro de se ver em testes de selim. Segundo Sommer, não existe nada melhor que isso!

Estudos mostram que um selim de baixa qualidade e não ajustado corretamente tem uma íntima ligação com aumento da pressão perineal, levando a dormência no trato urinário, infecções fúngicas, inflamações na próstata e impotência. No sexo masculino existe uma maior susceptibilidade a restrição do fluxo sanguíneo que podem levar a uma oclusão arterial e consequentemente uma disfunção erétil permanente. Nas mulheres, a diminuição do fluxo sanguíneo e endurecimento das artérias genitais pode levar a uma incapacidade de se atingir o orgasmo.

Abaixo você observa um gráfico que mostra a porcentagem de fluxo sanguíneo em diferentes angulações do tronco sobre o selim entre vários modelos ADAMO:



O que você está esperando? Agende já o seu Bike Fit e faça o teste você mesmo nos Selins ADAMO!! ligue agora mesmo (19)38086495.



O2 BIKE FIT STUDIO - Faz Toda a Diferença


terça-feira, 11 de setembro de 2012

RELATO DE CASO 01

Olá galera da bike, tudo beleza?
Tenho recebido muitos pedidos para publicar algumas fotos de ciclistas que estiveram aqui no Studio, mostrando o antes/depois. Então me veio a ideia de colocar não só as fotos mas também mostrar como chegaram, suas queixas, etc, e como estão agora, depois de um tempo do Fit realizado. Espero que gostem.

- Ciclista amador, 42 anos, praticante de MTB de 01 a 02 vezes por semana.
- Bike: Specialized Stumpjumper FSR Elite, Tam.: L, 2010.
- Nunca havia realizado Bike Fit.

O Ciclista apresentava formigamento em ambos os membros inferiores (pés) e superiores (mãos), principalmente após pedais longos. Outro fator que o incomodava muito era que nas subidas mais fortes ele não conseguia subir pedalando, precisava descer e empurrar e também, ficava sempre para trás nos pedais em grupo!
Durante a Avaliação Física foi observado baixa flexibilidade na musculatura posterior de coxa.

Abaixo temos a foto da Análise Inicial da Pedalada:



No Bike Fit foram realizados os seguintes ajustes:
- Calibragem dos Tacos
- Nível de Selim
- Elevação de Selim.

O Resultado, podemos ver na foto da Análise Final da Pedalada:


Nesse caso, as mudanças estão visíveis. O Joelho está melhor posicionado, assim como a lombar.

O ciclista relatou que já no primeiro pedal com os amigos conseguiu sentir a diferença que um bom posicionamento sobre a bike pode proporcionar. Ele comenta que fez um pedal de quase 90Km com muitas subidas, sendo que venceu todas pedalando sua bike e também, na frente dos companheiros mais experientes na arte do pedal!!! As dores e formigamentos também melhoraram, mesmo pedalando por muito tempo.

É isso.
Esse é o primeiro de muitos relatos que colocarei aqui dos Ciclistas que passaram pelo O2 BIKE FIT STUDIO. Espero que tenham gostado. Em breve, novos relatos de caso serão postados.

Rafael Vicentini
Fisioterapeuta Especialista no Aparelho Locomotor no Esporte (Unifesp/EPM) e Fitter Certificado pela RETUL.

Ficou interessado em fazer o seu Bike Fit? Não perca tempo, agende já a sua avaliação.

O2 BIKE FIT - Faz Toda a Diferença!!!!



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Telefone: (19)3808.6495

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CUIDADOS COM A BICICLETA

Para termos segurança em uma pedalada precisamos ter confiança em nosso equipamento, saber se todas as peças e conjuntos mecânicos estão em perfeito estado, para isso precisamos fazer uma manutenção rotineira em nossa bicicleta. Quanto melhor, mais cara e mais leve for a bike, mais cuidado e manutenção é exigida, isso se deve ao fato de que todas as peças e componentes independente do preço possuem vida útil, isso deve ser acompanhado de acordo com o manual de instruções de cada peça, antes de fazer, ou tentar fazer algo em sua bicicleta, lembre-se muita gente já se deu mal com isso, acham que conseguem realizar algumas coisas que parecem ser simples e na verdade não são. Se não tiver certeza do que vai fazer, simplesmente não faça! Evite um mal maior, as bikes de hoje em dia estão mais complexas do que parecem ser. Vejam aí algumas dicas:
Lavagens: Poeira e terra prejudicam a sua bike, sempre que possível tire toda sujeira dela. Deveremos lavar a bicicleta toda com água e sabão neutro, mas tomando muito cuidado para não usar jatos d'água próximos aos eixos (central e das rodas), pois pode penetrar água e acabar por estragar sua lubrificação interna. Evite usar gasolina, querosene ou óleo diesel, pois são prejudiciais aos o-rings de vedação ou tapa poeira, (são borrachas ou plásticos que servem para proteger peças que contenham óleo ou graxa na parte interna como lubrificante) sempre que possível use apenas o detergente e água. Cuidado com os discos não use óleo diesel, querosene ou qualquer tipo de óleo ou sprays próximo dos discos, as pastilhas de freio (peça responsável por gerar atrito no disco e parar a roda) podem contaminar com facilidade, acabando assim a eficiência do freio, sendo “obrigatória” a substituição da mesma.
Pintura: Cuidar da pintura da bicicleta, não é besteira, não há nada pior do que uma bike nova está toda arranhada.  Adesivos ou plásticos transparentes, borrachas e alguns acessórios que são vendidos, podem ser muito úteis. O mais usado é a proteção de velcro, parece muito com um tecido e serve para não arranhar o quadro no lado da corrente, vende em qualquer loja, e tem de todo preço, é pratico e rápido de colocar ou tirar. Adesivos e plásticos adesivos transparentes também são muito úteis, principalmente onde as mangueiras ou conduites de freios e marchas ficam em contato com o quadro, o que vale muito é a criatividade e paciência pra deixar a bike como queira e bem protegida.
Transmissão (Corrente, coroa e cassete): A transmissão deve ser limpa e lubrificada após cada trilha, os detritos devem ser retirados com desengraxante e sabão, de preferência neutro. Não precisa tirar a corrente para essa limpeza, depois de seca é só colocar um óleo de baixa viscosidade. Não use graxa, óleo de máquina (Singer) nem desengripantes em spray como WD-40 ou similares, eles não lubrificam e grudam muita poeira e terra. Lembre-se, utilize o óleo com moderação, e de preferência óleos desenvolvidos para a pratica do ciclismo, como: Finish Line, Park Tool, Muc-off, Squirt entre outros. A corrente não dura pra sempre, muito menos 1000 km como muitos falam, existem ferramentas específicas para medir o seu desgaste. Não deixe de verificar o desgaste da sua corrente para evitar a troca prematura de peças da transmissão sempre que fizer um pedal longo, uma trilha ou que ou quando completar 3 meses de uso, consulte um técnico para observar o desgaste.

Freios: Requer mais atenção do que qualquer outra peça em sua bicicleta, apesar de não desajustarem com facilidade, sem eles ou com a ineficiência deles, torna-se impossível, ou difícil frenagem, principalmente em usos extremos. Observe sempre a altura dos manetes quando for pedalar, barulhos é um sinal que algo está errado. Segue algumas dicas de ajuste:
Freios mecânico: Com o uso as sapatas ou pastilhas do freio vão se desgastando, o sistema vai ficando com muita folga ou muito baixo. A solução é soltar mais os parafusos de regulagens dos manetes de freio, ou, se a folga for muito grande, soltar o parafuso do cabo, puxar mais para aproximá-lo, tornando mais próximo do aro ou disco. Feito isso, verifique ou peça a alguém com mais experiência para checar o desgaste, se for necessário, troque, não arrisque!
Freios hidráulicos: São sistemas que requer muita manutenção e cuidado, sempre é necessário limpezas de pistões, sangria e ajuste de posicionamento de acordo com o uso, no caso dos freios com fruído DOT, a sangria deve ser feita de ano em ano, pois o DOT capta agua e o freio perde eficiência. Resumindo: por ser um sistema muito complexo, é bom nem mexer, toda e qualquer dúvida ou serviço deve ser feito por um profissional especializado.

Ajuste de câmbios: Alguns câmbios desregulam com facilidade, principalmente em trilhas com muitos tombos ou lamas, em alguns casos, podem ser ajustados apenas usando o parafuso de tensão, mas isso requer um pouco de experiência. Para não ter dores de cabeça, basta levar sua bike em um local de confiança e pedir para o mecânico fazer um ajuste, um bom profissional vai usar um alinhador de gancheiras de câmbios, que quase sempre vai está desalinhada devido aos tombos, a partir dai é feita a regulagem à depender do modelo e marca do câmbio, estando bem ajustado e sendo de boa qualidade, você não terá problemas com ele, e sempre que estiver sentindo dificuldades ou ouvindo algum barulho estranho na troca de marchas, não deixe de consultar ou até mesmo levar a bike em um profissional.
Pneus e Câmaras-de-Ar: Devemos sempre que possível ver se o pneu está na pressão correta, mesmo sendo pneus e câmaras-de-ar novas, sempre perdem a pressão, isso devido às micro porosidades da borracha. A pressão certa varia de pneu para pneu, mas todos os pneus possuem em sua lateral a calibragem mínima e máxima, nunca use o pneu abaixo da calibragem mínima, mesmo que isso lhe pareça confortável, pode provocar cortes na câmara-de-ar e pneu, ou até mesmo nos casos mais graves, prejudicar a própria jante ou roda que em alguns casos suportam menos pressão que o próprio pneu, fique atento a isso! A Pressão máxima também não deve ser usada, até porque provoca desgaste de forma errada no pneu, causa desconforto e pode acontecer de estourar. Regularmente verifique o pneu contra o aparecimento de rachaduras, desgaste, cortes e esfolados, se o pneu estourar pode te dar um grande susto, sem falar no risco de queda.
Suspensões: Muita gente acha que as suspensões só devem ser abertas caso apresentem defeitos barulhos, ou quando alguma coisa não funciona bem. Com o uso as suspensões acabam perdendo a eficiência de absorção de impactos, isso porque, no caso das hidráulicas, o óleo fica mais grosso ou secam as espumas lubrificantes, ja nas suspensões mais comuns, a graxa da dos raspadores internos seca, impedindo o funcionamento. Todas as suspensões requer manutenção, desde as mais simples até as mais tops, isso geralmente com 50 horas de uso, como diz na maioria dos manuais, ou toda vez que fizer uma trilha com muita lama, não é aconselhável passar do período da manutenção, isso porque pode reduzir a vida útil de algumas peças, sendo que algumas são insubstituíveis. Consulte sempre o manual de instruções ou o seu mecânico, mas não deixe de fazer a manutenção.
Lubrificação geral: Todas as bikes independente do valor, modelo ou marca necessita de manutenção, os lubrificantes acabam, óleos secam, e as peças começam a andar desprotegidas. Quando fazer uma lubrificação geral? Algumas pessoas recomendam em cada  6 meses com uso normal, ou a cada 1000km, ou toda vez que pegar chuva, mito! Não há regras quanto à manutenção, existem peças e peças, algumas duram mais outras menos, algumas pessoas tem mais cuidados e outras menos. O ideal é: Fazer uma REVISÃO a cada 3 meses, mesmo que ande só em asfalto, sem lama, algumas peças dão folga, outras desajustam, é sempre bom acompanhar o desgaste da sua bike, é que é como ir no médico fazer uma consulta, ele vai te passar um exame e ver o que precisa ser feito.
Não é bom tirar a graxa original de uma peça só porque a bike completou 6 meses ou porque pegou chuva, lembre-se fale com o mecânico e peça uma revisão, um bom profissional age com ética, e vai ser sincero em lhe dizer o que precisa ou não ser feito em sua bike, pense nisso.

Dicas:
1-     Não acredite em tudo que falam, nem sempre o mais caro, ou mais leve é melhor, de que adianta ter um componente em sua bike e não saber usar corretamente? De que adianta ter uma bike leve se você pesa quase 100 kg? Pense, pesquise, ouça e pergunte sempre que for comprar alguma bike ou peça.
2-     Experiência não é tudo, às vezes quem ler e pesquisa tem um rendimento maior do que pessoas que andam a anos e se dizem mais experientes, a internet está recheada de dicas para, uso urbano, Cross country, speed, ou qualquer outra modalidade.
3-     Adquirir algumas experiências de mecânica básica nunca é demais, é sempre bom saber o que se passa em sua bike e ainda mais sendo feito por você algumas coisas são indispensáveis, como: remendar um pneu, ajustar câmbios e freios, isso pode ser muito útil pra não te deixar na mão longe de casa.
4-     Escolha pessoas do seu nível de pedalada, não é bom andar com pessoas que andam mais devagar do que você, mas também não é bom ir pra grupos de pessoas que pedalam forte demais, escolha um grupo que você possa acompanhar, ou que possa te esperar se ficar pra traz.
5-     Geralmente quem age pelos outros pode se dar mal, algumas pessoas são mais experientes do que você, então não faça nada quando não se sente seguro. Cuidado nunca é demais, proteção e hidratação é indispensável até mesmo para um passeio. Boa sorte e bom pedal a todos.


Jeziel Cedaz Vilela da Silva – REWRIS
Consultor técnico e mecânico de bicicletas
(79) 98757199 - Aracaju-Sergipe





Rafael Vicentini - Fitter Certificado - RETUL
Tel.: (19)3808.6495

quarta-feira, 9 de maio de 2012

LEG LENGTH DISCREPANCY E O CICLISMO

Depois de um longo período sem postar aqui no blog retorno para falar de um assunto que muito me intriga e que gostaria de compartilhar com todos vocês. Falerei hoje sobre a diferença de comprimento dos membros inferior relacionando-o ao Bike Fit.

A Leg Length Discrepancy (Discrepância entre membros), que para facilitar chamarei de LLD, é um problema muito comum. De 40 a 70% da população em geral apresenta LLD segundo estudos de Woerman AL e Binder-MacLeod SA. Sabemos também que a discrepância entre os membros causa a diminuição na potência e força do membro assim como está associada a muitas lesões no ciclismo.

Podemos diferenciar a LLD em dois subtipos: A LLD ESTRUTURAL e a LLD FUNCIONAL. Explicarei a seguir.

A LLD ESTRUTURAL pode ser congênita, tal como deslocamento do quadril ou atrofia de membros, ou adquirida, tal como causadas por infecções, tumores e prótreses em quadril.
Na foto ao lado nota-se que a tíbia (canela) direita é menor que a esquerda, fazendo com que o quadril direito fique mais baixo que o esquerdo.





Já a LLD FUNCIONAL se dá por tensões musculares na região da coluna e também dos membros inferiores assim como hiperpronação ou hipersupinação dos pés, escolioses, hiperestensão dos joelhos, fraquezas musculares como nos quadríceps e bloqueios articulares.
Na foto ao lado nota-se uma escoliose, fazendo com que o quadril fique mais baixo de um lado.





É essa segunda forma de LLD que vou abordar aqui pois em LLD Estruturais o mais interessante é a correção com calços apropriados.

Calços usados nas sapatilhas


Agora, onde encontramos músculos tensionados, articulações bloqueadas, é mesmo necessário a utilização dos calços ou é mais interessante trabalharmos essa tensão, ou esse bloqueio articular?

No Bike Fit, além de toda a anamnese também faço a avaliação do ciclista comparando ambos os lados e buscando  sempre que os mesmos fiquem o mais simétricos possível.
Na avaliação inicial avalio sempre se há essa discrepância entre os membros e se é uma discrepância Estrutural ou Funcional. Em meu Studio, a maioria dos casos, mais de 90% quando encontro discrepancias, são Funcionais advindas dos pés (hiperpronados = plano, ou hipersupinado = cavos) ou dos quadris (rotação posterior = perna mais "longa" ou rotação anterior = perna mais "curta"), sendo que o mau alinhamento pélvico é o mais comum.

 Pé Pronado = Quadril Rodado Anteriormente     Quadril com rotações anterior e posterior


Em meu Studio procuro não apenas adaptar a bicicleta ao atleta mas também corrigir eventuais problemas que o corpo do ciclista me mostra. Uma das técnicas que uso para essas correções é a Osteopatia. Uma técnica de terapia manual que visa desfazer os bloqueios articulares econtrados durante a avaliação como por exemplo: rotações de quadril, músculos tensionados, pés supinados ou pronados, entre outros.
Nos estudos do pesquisador John Dunn foi observado uma melhora de 5% na performance de atletas que foram submetidos a técnicas manuais comparados a atletas que não passaram por essa terapia. 
No ciclismo, os membros inferiores trabalham como pistões fazendo com que a pedalada seja redonda e livre porém quando encontramos um desalinhamento pélvico esse pistão trabalha incorretamente, fazendo com que o ciclo da pedalada não aconteça da forma correta.

Quando trabalhamos com os alinhamentos posturais acabamos também fazendo com que as tensões musculares diminuam. Sem a tensão muscular, as inervações que fazem esses músculos funcionarem corretamente também trabalham em um nível ideal. Em um estudo da Escola de terapia manual da Nova Zelândia foi comprovado que atletas que passaram por esses ajustes melhoraram seu tempo de reação em 14,8% comparados aos atletas que não passaram pelos ajustes.

Na imagem da direita podemos observar que a perna esquerda roda menos que a perna direita, um caso clássico de tensão do músculo piriforme. A tensão desse músculo pode ocasionar a compressão do nervo ciático, como vemos na foto da esquerda. Isso faz com que a inervação para o membro inferior sejá prejudicada.

Corroborando com os dados acima, num artigo escrito por Gary A. Knutson em 2005 na Revista Chiropractic & Osteopathy, ele conclui que desigualdades anatômicas em torno de 20mm causadas por hipertonicidade (aumento do tônusmuscular) da região supra-pélvica podem ter interação com posturas onde uma carga é exercida, como por exemplo quando o indivíduo está em pé. Ele conclui também em seu estudo que qualquer assimetria pélvica causada por esses problemas musculares devem ser eliminados antes de qualquer intervenção para a correção dessa inequalidade entre os membros inferiores.

Possuo em meu Studio vários calços e palmilhas para serem utilizadas em meus clientes, porém é necessário sempre uma avaliação minusciosa se há mesmo a necessidade do uso desses produtos para uma "correção" da discrepância entre pernas. 
Acredito que inicialmente devemos averiguar o porque dessa discrepância e tentar corrigi-la antes de qualquer coisa.

Quando, por exemplo, encontramos uma discrepância entre os membros e essa diferença é causada por um músculo que está demasiadamente tensionado, ao colocarmos um calço, podemos até corrigir a diferença entre as pernas porém, aquele músculo continuará tensionado, fazendo com que a inervação e irrigação sanguínea para uma determinada região continue prejudicada podendo num futuro próximo trazer outros problemas, outras lesões para esse ciclista.

Por hoje é isso. Vou ficando por aqui. Qualquer dúvida quanto ao artigo acima é só escrever para o2studiosaude@gmail.com
E se você gostou do assunto, não custa nada compartilhar com seus colegas.

Venha fazer seu Bike Fit no O2 Bike Fit Studio. É a Ciência a Favor do Ciclismo.

O2 BIKE FIT - Faz Toda a Diferença!!!

(19)3808.6495

Um grande abraço a todos,

Rafael Vicentini - O2 Bike Fit Studio




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